A frustração com o resultado das urnas pode desencadear o chamado luto pós-eleitoral, especialmente entre pessoas com forte identificação política. Segundo o psiquiatra Carlos Cais, pessoas com histórico de ansiedade ou depressão e aquelas com envolvimento político muito intenso podem apresentar maior vulnerabilidade emocional.
O especialista explica que a tristeza é uma reação natural, mas exige atenção quando compromete a rotina, o trabalho, os estudos e as relações sociais. Isolamento, conflitos constantes, perda de esperança e dificuldade de realizar atividades cotidianas são sinais de que o sofrimento pode ter ultrapassado o limite saudável.
O luto pode envolver negação, raiva, barganha, depressão e aceitação, mas essas fases não seguem necessariamente uma ordem. O psiquiatra destaca que desenvolver resiliência e reconhecer que nem tudo está sob nosso controle são fundamentais para lidar com frustrações. Quando há prejuízo significativo ao bem-estar, a recomendação é buscar acompanhamento profissional.

