Os professores das universidades e institutos federais decidiram manter a greve após uma nova reunião com o governo Lula (PT) nesta sexta-feira (14). A paralisação já dura dois meses e afeta 61 instituições em todo o país. Após o encontro, os servidores reconheceram a disposição dos ministérios da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e da Educação em negociar suas demandas, porém, permanecem insatisfeitos. Durante a reunião, que começou às 10h, o governo propôs a revogação da portaria 983, que aumenta a carga horária dos docentes, e a criação de um grupo permanente de trabalho para discutir a reestruturação da carreira acadêmica. No entanto, não foi apresentada uma proposta de reajuste salarial para o ano de 2024. Diante disso, os professores representados pelo Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) decidiram manter a paralisação.

