A diversão do centro da capital, Praça Popular, se manteve por conta da união e dos CFPs envolvidos, que fizeram mudar a legislação cuiabana, dando novos valores a lei do silêncio ou poluição sonora.
Já na periferia, não há multa por descumprimento, medição dos níveis de ruídos, fiscalização na documentação, notificação e prazo para adequação, a situação é “resolvida” no gás de pimenta, cassetete e truculência sem a mínima preocupação com preceitos legais.
A Secretaria de Ordem Pública e Polícia Militar, expulsaram todos que participavam de uma festa na casa de festas Show Top Mais, no bairro CPA 1 em Cuiabá, que tocava lambadão e funk.
Motivo?
Ainda estão procurando um.
Até agora fundamentaram a ação, para os presentes no local, em uma denúncia anônima.
A Polícia Militar ainda não emitiu nenhum comunicado.
O Prefeito Abilio Brunini disse que a Secretaria de Ordem Pública, presente no ato, não tem participação na ação truculenta, o que é estranho já que a polícia militar tem a função de proteger os servidores da prefeitura em suas ações e não o contrário. Seria um absurdo dizer que a Secretaria de Ordem Pública estaria garantindo a segurança de policiais durante o fechamento da casa de shows.
O estabelecimento apresentou toda a documentação para funcionamento.
Não se trata de defender o estilo musical ou condená-lo. Trata-se da aplicação da força bruta contra direitos dos cidadãos.
Os tais direitos de liberdade de expressão, de qualquer tipo, incluído o cultural, fica a cada dia mais transparente que querem impor a população um código moral pessoal, como se tivessem esse direito. Não tem.
Como no caso da “bosta” da UFMT, a única coisa que funciona contra “reizinhos” e pressão popular, pois o processo, caso os afetados queiram ir à justiça para ter seu direito e prejuízo financeiro ressarcidos, será pago com nosso dinheiro, pois a condenação, que parece certa, será paga pelos órgãos públicos responsáveis pela ação e que são sustentados por nossos impostos.
Não parece, mas é real, até quem foi expulso com gás de pimenta vai pagar, em dinheiro, pela atitude imperial cometida.