Os desdobramentos das investigações da Polícia Civil apontam que o técnico em agropecuária Jonatan Roberto Garcia Parpinelli, de 36 anos, morto no último domingo (14) por fazer o sinal de “três” enquanto tirava uma foto, não tinha relação com qualquer facção criminosa.
O símbolo feito por Jonatan é atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele e outro amigo estavam no camarote de um baile funk no Parque de Exposições de Diamantino.
Membros da facção Comando Vermelho (CV), que estavam no camarote, viram a cena e pensaram que os amigos fossem integrantes da facção rival.
“Vocês são do PCC? Querem perder a cabeça aqui?”, teria alertado um dos membros do CV, antes de iniciarem a briga.
“Esse sinal foi interpretado por membros do Comando Vermelho como sendo de uma facção rival, momento que começou a confusão generalizada nesse camarote”, explicou o delegado Marcos Bruzzi, que coordena as investigações.
A briga foi interrompida pelos seguranças e, do lado de fora do evento, as vítimas foram novamente abordadas pelo grupo.
Um dos homens estava armado e atirou contra Jonatan depois do colega tê-lo apontado como quem fez o sinal: “É o de chapéu”. A outra vítima foi espancada. Após os disparos, os criminosos fugiram.
“De acordo com as investigações, de acordo com testemunhas e informantes, a vítima nunca pertenceu a organização criminosa, nunca foi faccionado”, afirmou o delegado.
Conforme Bruzzi, o processo investigativo está avançado, com alguns suspeitos já identificados. “Estamos atrás da principal testemunha”.
Quando individualizada a participação de cada um deles, os criminosos responderão por homicídio qualificado por motivo fútil.
Com informações do MIDIA NEWS.

