A defesa da adolescente B.D.O.C., 15, autora do disparo que matou a estudante Isabele Guimarães Ramos, 14, e que segue internada no espaço feminino Lar Menina Moça, solicitou tratamento diferenciado para a menor como aulas particulares, atendimento psicológico e até uma smart TV, sendo todos negados pela Secretaria de Estado e Segurança Pública (Sesp).
Segundo a Sesp, a defesa da adolescente fez os pedidos por vias administrativas e judiciais. “A família dela tentou via administrativa e judicial que ela tivesse tratamento externo diferenciado, mas todos os pedidos foram negados”.
A adolescente teve mandado de internação de 3 anos pelo ato infracional análogo ao homicídio doloso cumprido no dia 19 de janeiro. A secretaria reforça ainda que a menor não tem regalias e recebe o mesmo tratamento que outras internas.
O crime
Isabele Ramos, 14, era melhor amiga e vizinha da filha de Marcelo Cestari. Na noite de 12 de julho de 2020, na casa dos Cestari no condomínio de luxo Alphaville, ela estava no banheiro quando foi atingida por um tiro no rosto, na altura do nariz.
A amiga de Isabele alegou que o tiro foi acidental, após a arma ter caído. No entanto, as investigações apontaram que houve intenção de matar, por indícios como a distância da vítima da arma e que as duas meninas estavam dentro do banheiro.
Na época da denúncia do Ministério Público, a adolescente chegou a ser internada no Centro Socioeducativo Menina Moça, mas foi conseguiu ser liberada em menos de 24 horas.
A juíza Cristiane Padim da Silva, da 2ª Vara da Infância e da Juventude, disse em sua decisão que a adolescente de 14 anos, que matou Isabele foi fria e hostil, tendo estampado na sua ação “desumanidade”. A menor foi condenada a três anos de reclusão por ato infracional análogo ao crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar e qualificado.

