A presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), afirmou que possíveis irregularidades atribuídas a parlamentares devem ser investigadas de forma individualizada, sem que as suspeitas sejam associadas à atuação institucional do Legislativo municipal. A declaração foi divulgada nesta terça-feira (20), após a deflagração da Operação Cathedra Venalis, que apura possíveis crimes de corrupção relacionados à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.
Em posicionamento oficial, Paula reiterou que a Câmara de Cuiabá mantém o compromisso com a transparência, a ética e o cumprimento da legislação. Ela também defendeu que as investigações avancem de maneira responsável, assegurando o direito à defesa, o devido processo legal e a presunção de inocência dos investigados.
A presidente colocou o Legislativo cuiabano à disposição das autoridades para colaborar com as apurações e informou que os trabalhos da Casa seguem normalmente.
A Operação Cathedra Venalis foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que cumpre 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães.
Conforme informações apuradas pela reportagem, a investigação tem entre os alvos 13 vereadores de Várzea Grande e dois parlamentares de Cuiabá: Ilde Taques (Podemos) e Alex Rodrigues (Podemos).
O objetivo é reunir elementos sobre uma possível organização criminosa suspeita de envolvimento em delitos contra a administração pública, incluindo corrupção, cooptação de agentes públicos e recebimento de vantagens indevidas.
Ilde Taques foi eleito presidente da Câmara de Cuiabá para o biênio 2027/2028 em 6 de outubro. Ele concorreu em chapa única e recebeu os votos dos 27 vereadores da Casa.
A eleição ocorreu após articulações políticas nos bastidores do Legislativo. Antes disso, Paula Calil não conseguiu aprovar uma alteração no Regimento Interno que poderia viabilizar sua candidatura à reeleição.
Em Várzea Grande, a investigação envolve suspeitas relacionadas à escolha da Mesa Diretora. Em maio, Wanderley Cerqueira (MDB) havia sido reeleito para a presidência com 12 votos, enquanto a chapa liderada por Lucas do Chapéu do Sol (PL) recebeu 11. Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou o resultado do pleito.
A apuração segue sob responsabilidade das autoridades competentes.

