Neste domingo (20.03) é comemorado o Dia Mundial da Saúde Bucal é tornar as idas ao dentista regulares faz parte de uma cultura de prevenção. Afinal, a saúde da boca está ligada a doenças cardíacas, diabetes, hipertensão, enxaqueca, depressão, câncer, entre outros problemas que afetam todo o corpo.
Com a pandemia de Covid-19, esse autocuidado tornou-se mais importante ainda. Especialistas em saúde bucal perceberam que nos dois primeiros anos de Covid-19, como o vírus Sars-Cov-2 entra no organismo pelos orifícios de nariz ou boca, um afastamento de pacientes nos consultórios dentários. Só que dois anos depois dos primeiros casos, os dentistas vêm notando um aumento de casos de problemas odontológicos causados pela falta de visitas de rotina ao consultório.
“No início da pandemia, ninguém entendia como o vírus poderia se comportar e todo mundo ficou em casa e deixou de frequentar o cirurgião-dentista. Só agora, dois anos depois, é que os pacientes estão começando a retornar às consultas, aos tratamentos. E o estrago que temos visto e tratado tem sido grande por falta desse cuidado principalmente com a higienização adequada da boca e dos dentes”, afirma Rosely Cordon, Phd em Ciências da Saúde-odontologia e consultora científica do Projeto Sorrir Muda Tudo.
Por isso, ela acredita que o check-up da saúde bucal é tão importante quanto o do médico, já que essa prevenção se reflete na saúde do corpo como um todo. Além de fazer a higienização e vê se há algum problema visível para ser resolvido, para o check-up em consultório é feito uma avaliação do histórico familiar e ver se na família alguém teve problema bucal como perda de dentes, doença periodontal, diabetes, problemas cardíacos e câncer entre outras doenças que podem prejudicar a saúde dos dentes.
Assim, com base no mapeamento familiar, e no exame clínico bucal o dentista vai saber se há uma predisposição genética para perda de dentes ou outras doenças e cuidar a prevenção delas. Para completar o diagnóstico o profissional poderá pedir alguns exames como radiografia panorâmica, tomografias bucais, e até eletromiografia para avaliar como estão trabalhando os músculos da face.
(Com Assessoria)

