POR RODRIGO PALOMARES

O futuro do país ainda não é pauta na próxima legislatura!

Os brasileiros estão novamente tendo a oportunidade de reescrever sua história, ou seja, deixar de apenas reclamar em bares, templos, igrejas e redes sociais acerca das mazelas do país para efetivamente exercer o poder do voto e, com isso, conquistar um futuro melhor para a nação que se encontra.

Ocorre que a maioria avassaladora dos candidatos à disposição do povo ou é mais do mesmo ou simplesmente possui como proposta apagar o incêndio, e não efetivamente tratar as causas dele e extirpá-lo do país.

Digo isto, pois, sem amores às cores dicotômicas que assolam nosso país já há algum bom tempo, eis que, até o momento, não vejo nenhum pretenso parlamentar ter como prioridade a educação do país. Nem mesmo de longe se vê essa preocupação. Uma lástima!

Também não é possível encontrar, nas propostas existentes nos programas divulgados pelos pretensos parlamentares ou gestores públicos, nenhuma novidade na área dos esportes, cujo país tem sangrado suas paixões com apostas nefastas, que destroem e corrompem famílias recolhedoras de tributos!

Pois é, as únicas coisas que se defendem são mais segurança, pois já existe o fogo da insegurança; mais processos judiciais; mais briga de poder; mais coragem do Parlamento contra o Judiciário; mais isso, mais aquilo. Porém, o que definitivamente transformará a nação, que é a educação e o esporte em conjunto, tem sido relegado a terceiro ou quarto plano, isso quando ainda existe nos bastidores. Triste realidade.

A educação é necessária para o despertar da criticidade, do senso de pertencimento mútuo, para o desenvolvimento da pesquisa, da ciência, dos valores sociais e cívicos, para a compreensão dos direitos e deveres e, principalmente, para a compreensão da engenharia de como funcionam as engrenagens do país. Pelo básico, compreendo desde cedo, no mínimo, a cláusula geral da dignidade da pessoa humana, bem como os Poderes da Nação.

Já o esporte contribui direta e indiretamente com a educação, pois forja caráter, noção de meritocracia, autoconhecimento, respeito ao próximo, noção de grupo, equipe e sociedade; ocupa o tempo, desenvolve capacidades cognitivas e motoras, além de, evidentemente, reduzir drasticamente a utilização do SUS.

Mas o que se vê novamente nas propostas dos futuros parlamentares ou chefes do Executivo é a propagação do individualismo em detrimento do coletivo, o fomento à dualidade, ao discurso de ódio e à divisão do povo, além de outros discursos e promessas que mais parecem servir para enxugar gelo do que para qualquer outra coisa, senão para manter o país da forma que está. Ou seja, temos mais do mesmo.

Esse é o sentimento de um jovem que sonha com a mudança deste país que tanto ama. Porém, sem dúvidas, essa mudança não virá nesta próxima legislatura. Uma pena para nós!

Rodrigo Palomares Maiolino de Mendonça

Advogado, Professor e Comentarista na Rádio Jovem Pan Cuiabá FM 96.7.

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