Difícil saber a máscara que o prefeito de Cuiabá usa no dia.
A principal é de vereador.
Ele critica defeitos da administração dele e que, claro, ele devia ter resolvido.
A segunda é de deputado federal.
Esquece que já teve a racionalidade de classificar a fila dos ossos em Cuiabá como resultado de uma doação, e que em qualquer país em desenvolvimento, onde houver alguém doando alimentos, haverá fila. Mas depois que assumiu a prefeitura de Cuiabá diz que o problema é do Lula, aquele que ele disse não precisar de ajuda e que Mato Grosso é diferenciado, não precisando do governo federal.
A terceira é “Alzheimer seletivo”.
Adivinha quem falou em privatizar a merenda escolar? Exatamente, ele.
E o que ele diz agora?
Para que “não acreditem em boatos”, que as merendeiras não serão privatizadas e a merenda, que também não será privatizada, deve mudar o cardápio, porque ele não gostou e como não sabe o que fazer diante de problemas que o prefeito deveria solucionar, pediu sugestão de cardápio no Instagram.
Movido a “like”, aproveitou que o influencer Diogo Defante, foi flagrado tentando dançar um lambadão na Aipim Square (Praça da Mandioca) e que o local recebeu inúmeras citações causadas pelas visualizações do post do influencer, reuniu dois crédulos empresários da área e gravou, nas ruas de acesso à praça, falando de soluções de arquitetura, como se ele fosse um profissional contratado para avaliar e dar sugestões sobre os casarões em ruinas e fachadas próximas do desabamento, como se pertencessem a outra cidade.
No post, aparece dizendo “eu faria” isso e aquilo, “manteria” isso e aquilo e todo mundo sabe que a “falação” terá o mesmo destino da escadaria, localizada pouco abaixo da praça da mandioca, que chega na Av. da Prainha, aquela onde ele fez a mesma figuração, dizendo o que devia ser feito no local em sua campanha para prefeito e agora evita passar por lá.
Quem chama de boato as próprias declarações, não se sente constrangido ao comparar as empreiteiras de cidade americana com as que ele contrata em Cuiabá, colocando a culpa, logicamente, nas empreiteiras que ele contratou.

