Informações da Polícia Civil dão conta de que a mulher encontrada morta e carbonizada em um terreno de Várzea Grande foi assassinada antes de ter o corpo incendiado. O laudo preliminar da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou que a vítima morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico.
O corpo foi localizado na manhã de segunda-feira (1º) durante o combate a um incêndio em uma área de vegetação. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para conter as chamas e, ao chegarem ao local, encontraram a vítima carbonizada em meio ao terreno.
Durante os primeiros levantamentos, peritos identificaram sinais de violência. Conforme a investigação, a mulher apresentava ferimentos provocados por arma branca na região da cabeça, do rosto, do queixo e do pescoço. Além disso, parte de suas roupas não foi encontrada no corpo.
A vítima ainda não teve a identidade confirmada. No local do crime, os investigadores encontraram uma bolsa aparentemente vazia e sem documentos que pudessem auxiliar na identificação.
Imagens de câmeras de segurança analisadas pela Polícia Civil mostram a mulher discutindo com um homem nas proximidades do terreno horas antes do corpo ser encontrado. A gravação passou a integrar o conjunto de provas que poderá ajudar na identificação do suspeito e na reconstituição dos fatos.
De acordo com a delegada Jéssica Assis, responsável pelas investigações, uma das linhas apuradas é se o criminoso permaneceu com a vítima no local durante toda a madrugada ou se retornou posteriormente para atear fogo ao corpo, numa possível tentativa de ocultar o homicídio.
A Polícia Civil também aguarda a conclusão dos exames periciais para verificar se houve outros tipos de violência, incluindo possível abuso sexual. O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que trabalha para identificar a vítima, localizar o autor do crime e esclarecer a dinâmica completa do assassinato.
“Tinha corte de faca na cabeça, no queixo e no pescoço. Foi o que a gente conseguiu identificar, olho nu, então a gente vai aguardar a perícia responder se teve algum outro tipo de violência, uma violência sexual, quem sabe. Aí vamos aguardar os trabalhos periciais. É isso que a gente tá tentando entender, se essa abordagem aconteceu às 2 e pouco da manhã e ele ficou com essa moça aqui desde as 2 e pouco da manhã até 5 e pouco ou se de repente ele voltou pra atear o fogo, pra fazer a ocultação do cadáver”, afirmou a delegada.

