IMUNIZAÇÃO INCERTA

MT ainda não recebeu confirmação sobre envio de doses da vacina da Pfizer

O governador Mauro Mendes (DEM) revelou na manhã desta segunda-feira (26) que ainda não foi notificado pelo Ministério da Saúde sobre o envio de doses da vacina Pfizer. O primeiro lote está previsto para chegar ao Brasil na próxima quinta-feira (29) e ainda não há certeza de que Cuiabá poderá receber essas primeiras doses.

O imunizante americano tem uma exigência de armazenamento excepcional, pois precisa ficar estocado em temperaturas de cerca de -70ºC. Por isso, apenas algumas capitais que têm refrigeradores capazes de atingir tal temperatura. Cuiabá não possuía esses freezers até semana passada, mas uma articulação garantiu os equipamentos em cima da hora.

“Não fomos [notificados] porque ela tem uma temperatura bastante elevada, com nitrogênio e uma tecnologia muito diferenciada, e provavelmente essa vacina deve ficar circunscrita aí em poucas regiões. Estamos conversando sobre a logística e se Mato Grosso receber essa destinação, com certeza vamos trabalhar para ter as condições de aplicá-la”, disse Mendes.

O governador já adiantou que municípios do interior não deverão receber as doses da vacina da Pfizer, devido à questão do armazenamento. Ainda assim, eles não devem sair prejudicados, pois há previsão para compensação das doses, conforme orientação do Ministério da Saúde.

Cuiabá figurava entre as capitais que poderiam não receber o imunizante. Na semana passada, o Hospital Geral Universitário (HGU), por meio da diretora da unidade Flávia Galindo, cedeu seu freezer para o município.

O Brasil receberá um lote de 650 mil doses, que serão distribuídas ao longo da semana, depois do dia 30 de abril. O contrato com a fabricante prevê a entrega de 100 milhões de doses, que serão entregues até o final do segundo semestre deste ano. Depois de receber as primeiras 650 mil doses, o cronograma aponta que outros 2,5 milhões serão entregues em maio. A previsão é que outros 15 milhões de doses cheguem ao país até o final de junho.

EM AMPLIAÇÃO – As geladeiras existentes no Sistema Único de Saúde (SUS) garantem o armazenamento de 2°C a 8°C, suficiente para armazenar a maioria das vacinas. Por isso, o Ministério da Saúde fez a aquisição de 183 ultracongeladores, capazes de atingir as temperaturas extremas exigidas pelo imunizante da Pfizer, mas uma parte deles só poderá ser entregue no meio do ano. Até lá, haverá restrição no número de cidades que podem receber a vacina norte-americana.

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