A vereadora Michelly Alencar tem sofrido um descompasso de “timing”.
Ela teria sido cogitada como vice de Botelho, quando era certa a saída dele para o PSD, e por conta desse episódio assistiu um distanciamento da primeira dama e do governador Mauro Mendes que cacifaram sua eleição como vereadora.
Na esperança de recuperar o prestígio do casal real, Michelly jurou amor eterno ao Fábio Garcia e engrossou o coro que cobrava explicações de Botelho por contratos de suas empresas com a administração Emanuel Pinheiro.
Agora, Michelly, que vai a reeleição, disse esperar uma conversa com Botelho e avalia a possibilidade de deixar o partido, aproveitando a janela partidária, que abre em 6 de março e vai até 6 de abril.
A política sempre reserva uma pinguela para pontes queimadas, mas entre os perigos do primeiro voo estão a queda, os predadores e a impossibilidade de retorno.

