SUPOSTO ENGANO

Tribunal do crime executa jovem trabalhador e enterra corpo em matagal

O corpo de Eric Matheus, de 22 anos, foi localizado enterrado em uma área de mata no Residencial Dona Júlia, em Tangará da Serra, após uma rápida investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na quinta-feira (5). O jovem, que trabalhava na construção civil e era de fora da cidade, foi executado com golpes de faca após ser submetido a um suposto “tribunal do crime”, conforme relatos colhidos pela polícia. Até o momento, três adolescentes foram apreendidos, sendo que dois confessaram a participação.

As investigações começaram após um funcionário da construtora onde Eric trabalhava registrar um boletim de ocorrência, informando que o jovem havia saído na noite de sábado (31) e não retornou. A partir das diligências, a equipe da DHPP chegou a um dos menores, que não apenas confirmou sua participação no crime, mas também indicou o local onde o corpo estava escondido.

Segundo a narrativa apurada, Eric teria ido a um bar, onde foi identificado por um grupo como suposto integrante de uma facção rival. Ele foi então amarrado, levado para um matagal e executado. O delegado titular da DHPP, Ivan Albuquerque, no entanto, levantou uma linha de investigação crucial: Eric pode ter sido morto por engano.

O delegado destacou que Eric Matheus não tinha antecedentes por tráfico de drogas – apenas uma passagem por uso de substâncias ilícitas – e que não há, até o momento, confirmação policial sobre qualquer vínculo seu com facções criminosas. A hipótese de erro na identificação é forte, uma vez que o jovem era novo na cidade, tendo se mudado para trabalhar.

O corpo de Eric Matheus foi encaminhado para exame pericial, e as investigações continuam para desvendar a rede completa por trás do homicídio.

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