REGIME FECHADO

Médico condenado por estuprar duas sobrinhas de seis e 13 anos

O médico Rogers de Oliveira Pimentel, contratado pela Prefeitura de Tangará da Serra, foi preso na manhã desta quinta-feira (21) pela Polícia Judiciária Civil. A detenção ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão decorrente de condenação definitiva por estupro de vulnerável, com pena fixada em 23 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado.

De acordo com informações obtidas pelas autoridades, os abusos sexuais ocorreram entre os anos de 2016 e 2020, tendo como vítimas duas sobrinhas do profissional. As menores tinham, respectivamente, 6 e 13 anos de idade no período em que os crimes foram praticados.

As investigações conduzidas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) apontaram que o médico se aproveitava dos momentos em que ficava a sós com as crianças para praticar os atos libidinosos. Os delitos ocorreram em diferentes localidades da região, incluindo os municípios de Porto Estrela e Barra do Bugres.

Para assegurar o silêncio das vítimas, o agressor utilizava graves ameaças, afirmando que assassinaria a mãe delas e demais familiares caso os fatos fossem revelados.

O caso tramitou em segredo de Justiça na Comarca de Barra do Bugres. Em primeira instância, Rogers de Oliveira Pimentel foi condenado a 40 anos de prisão. A defesa recorreu à instância superior, obtendo a redução da pena para 23 anos e 4 meses.

Com o trânsito em julgado da sentença — ou seja, o esgotamento de todas as possibilidades de recurso —, o mandado de prisão foi expedido na tarde de quarta-feira (20), dando início ao cumprimento da pena em regime fechado .

Durante interrogatório no âmbito do processo judicial, o médico negou veementemente as acusações. Ele sustentou que nunca permaneceria sozinho com as sobrinhas e alegou que a denúncia consistiria em uma “armação” motivada por desavenças familiares relacionadas à partilha de terras do ex-sogro. A versão apresentada pelo réu, contudo, não foi confirmada pelas investigações .

O profissional atuava nos municípios de Tangará da Serra e Nova Olímpia, onde prestava serviços na atenção básica. A prisão foi efetuada por policiais civis da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que localizaram o condenado e cumpriram a ordem judicial sem que houvesse resistência.

Após os procedimentos legais na delegacia, Rogers de Oliveira Pimentel foi encaminhado ao Fórum Criminal da cidade e permanece à disposição da Justiça para o cumprimento integral da pena.

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