GRITOS NA CÂMARA

Me dá cá aquela palha

O episódio de conflito entre vereadores na Câmara Municipal de Cuiabá, na manhã de hoje, traz muito mais que um bate-boca, discussão acalorada, bafão, piti, descontrole e tudo mais usado para classificar o corrido.

A cena mais divulgada é da Vereadora Maysa Leão, dando tapas na mesa diretora e tentado ter sua fala garantida, em resposta ao vereador Demilson Nogueira, aos berros com a presidente Paula Calil.

A presidente da Câmara, Paula Calil, em uma entrevista à Rádio Jovem Pan, disse que se concentra para nunca erguer a voz quando exercendo sua posição na Mesa Diretora, para não ser tachada de descontrolada, o que é corriqueiro quando uma mulher se exalta em alguma discussão.

Foi o que aconteceu com a vereadora Maysa Leão.

Para fazer juízo de valor seria necessário se responder a seguinte pergunta; na mesma situação, se fosse um homem, seria diferente sua conclusão?

Há quem ainda lembre de embates a beira de agressão física no mesmo espaço, envolvendo somente vereadores, incluindo o atual prefeito, que foi vereador na mesma casa.

Infelizmente o bate-boca retirou os maiores questionamentos de pauta.

A nova CPI para investigar rombo da Secretaria de Educação do município tem a mesma função das outras CPI’s em andamento até o momento, que é evitar que uma CPI de oposição investigue de fato a administração atual?

O acionamento da justiça pelo prefeito para que a maioria simples, metade dos votos, passe a vigorar para a retirada do impedimento de Paula Calil se candidatar novamente a presidência da Mesa, é de fato uma ingerência, interferência ou manobra de Abilio Brunini para defender seu interesse de reeleição da Paula?

Maysa depende de emplacar uma CPI, seja essa ou a de assédio sexual denunciado de ex-secretário municipal ou ainda uma que investigue além dos livros caros na Educação, mas também compras supostamente superfaturadas, para facilitar seu caminho para uma cadeira a Assembleia Legislativa?

Em sua rede social, até agora, Maysa somente replicou as publicações feitas por vários veículos de comunicação sobre o ocorrido, sem manifestação pessoal.

De todo modo, fica uma observação.

Problema algum a vereadora gostar de chá-mate, o cuidado deve ser com a marca.

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