ISAC POVOAS

Justiça nega pagamento de tratamento para atropelada

A Justiça negou pedido liminar feito pela estudante Hya Girotto para obrigar a bióloga Rafaela Screnci a pagar suas despesas com tratamento de fisioterapia e psicólogo. O mérito do processo ainda será julgado.

Rafaela atropelou Hya na Avenida Isaac Póvoas, em frente à Boate Valley, no dia 23 de dezembro de 2018. Além dela, o cantor Ramon Alcides Viveiros e a estudante Myllena de Lacerda Inocencio também foram atingidos e morreram.

A decisão é assinada pelo juiz André Mauricio Lopes Prioli, da 2ª Vara Cível de Várzea Grande.

Hya entrou com a ação contra Rafaela pedindo, no mérito, o pagamento de R$ 98,7 mil por danos morais e materiais.

Liminarmente, buscava o pagamento pelo período de 12 meses do seu tratamento de fisioterapia para reabilitação, no valor de R$ 12 mil, e tratamento psicológico, no valor de R$ 7,2 mil.

Na ação, Hya afirmou que o acidente lhe causou gravíssimas lesões no joelho, ombros e punhos.

Além das lesões, conforme ela, existe ainda o dano estético e físico em razão das inúmeras cirurgias realizadas nos membros superiores e colo, o que lhe deixou cicatrizes.

Em sua decisão, o magistrado afirmou, porém, que a estudante não apresentou documentos que evidenciam a necessidade dos tratamentos psicológico e fisioterapêutico.

“Não há nada nos autos que indique que a parte requerida não terá recursos suficientes para reparar eventuais danos, que os autores possam vir a sofrer, bem como, não traz à baila quaisquer documentos ou meios de prova que indiquem que a requerida, intenta ausentar-se ou alienar os bens que possui, está dilapidando o patrimônio ou não pretendem pagar a obrigação”, diz trecho da decisão.
O juiz agendou para o dia 12 de abril uma audiência de conciliação entre as partes.

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