ESTUPRO COLETIVO

Janaina Riva cobra punição rigorosa após caso de violência contra adolescente em Copacabana

A deputada estadual Janaina Riva se manifestou publicamente sobre o caso de violência sexual envolvendo uma adolescente de 17 anos, ocorrido no dia 31 de janeiro, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Em declaração, a parlamentar afirmou que o episódio vai além de um caso policial e representa um “alerta urgente” à sociedade.  Segundo as investigações, a jovem teria sido atraída para uma emboscada supostamente planejada pelo ex-namorado, também menor de idade, que queria que ela mantivesse relações sexuais com ele e outros quatro amigos. A polícia aponta que a ação foi premeditada.

“Como mãe de menina e como mulher que há 12 anos atua na defesa dos direitos das mulheres, eu não consigo olhar para esse caso sem me perguntar: que sociedade estamos formando? Em que momento alguns passaram a acreditar que podem planejar, atrair e agredir uma jovem sem qualquer temor pelas consequências?”, disse a deputada.

O delegado Ângelo Lages, responsável pelo caso, classificou o crime como “chocante”. De acordo com ele, a vítima compareceu à delegacia no mesmo dia do ocorrido com lesões aparentes e sangramento na região íntima, além de relatar abusos sexuais e psicológicos.

Ainda conforme o delegado, houve tentativa de prisão em flagrante, mas os suspeitos não foram localizados inicialmente. Após a divulgação de cartazes com os nomes dos investigados e a ampla repercussão do caso, Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos, foi preso. Já João Gabriel Xavier Berthô, também de 19 anos, se apresentou na 12ª DP do Leblon. A polícia segue com a expectativa de localizar ou receber a apresentação dos demais envolvidos.

Ao comentar o caso, Janaina Riva afirmou que a sensação de impunidade contribui para a repetição de crimes dessa natureza. “E quando a resposta do Estado não é proporcional à gravidade do que foi feito, a sensação que fica é a de impunidade. A vida dessa menina foi profundamente marcada, e nada será capaz de apagar isso. O mínimo que a sociedade deve a ela é justiça firme, leis eficazes e a certeza de que atos assim terão consequências severas”, declarou.

A parlamentar também destacou a necessidade de debate mais amplo envolvendo famílias, escolas e poder público sobre valores, limites e responsabilidade, além de defender o fortalecimento de políticas públicas e mecanismos legais que garantam proteção às mulheres e punição adequada aos agressores.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Compartilhe:

Destaques