ENTREGA INUSITADA

Homem aparece coberto de sangue na base da PM e indica local onde matou vizinho

Gecimar de Menezes, de 40 anos, morreu após ser atingido por um golpe profundo de faca na região do pescoço, na noite deste domingo (18), em uma chácara situada na Linha 10, área do Cinturão Verde, nas imediações do bairro Pedra 90, em Cuiabá.

O caso ganhou contornos incomuns pela maneira como o suposto autor se entregou. Com o corpo manchado de sangue e portando uma faca, o homem compareceu à base do 24º Batalhão da Polícia Militar, no Pedra 90, e declarou, por iniciativa própria, que havia acabado de tirar a vida de alguém.

De acordo com o 24º BPM, unidade vinculada ao 1º Comando Regional, o registro da ocorrência se deu por volta das 23h. Conforme apuração do repórter Serginho Lapada, do SBT Comunidade, o suspeito chegou ao quartel aproximadamente às 22h45, batendo no portão e chamando os militares aos gritos. Diante da cena, os policiais o detiveram, e ele próprio indicou o endereço onde o crime teria acontecido.

Localização do corpo

Uma equipe da PM, comandada pelo aspirante Juliano, seguiu até a propriedade rural apontada pelo suspeito. No local, os militares depararam com um homem estirado no chão da área da casa, com sangramento e uma lesão profunda no pescoço, aparentemente causada por arma branca. A vítima já estava sem sinais vitais.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado e confirmou a morte. Os policiais do 24º BPM, junto com a equipe do Oficial de Área, mantiveram o perímetro isolado para preservar a cena até a chegada dos órgãos responsáveis. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foram acionadas para os exames periciais e as diligências investigativas.

Levantamentos preliminares indicam que autor e vítima eram vizinhos e teriam se desentendido pouco antes do crime. Surgiram relatos de que o detido enfrentaria um possível surto psicótico no momento do episódio, hipótese que ainda carece de confirmação médica. Há também informações de que ambos seriam usuários de entorpecentes, o que deverá ser verificado no curso das investigações.

Segundo as apurações iniciais, nenhum dos dois tinha registros de passagens policiais. As razões do homicídio e a sequência exata dos fatos ficarão a cargo da Polícia Judiciária Civil.

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