As eleições de 2026 reforçaram a influência política de Mauro Mendes em Mato Grosso. Eleito para o Senado, o ex-governador também conseguiu eleger seu sucessor, Otaviano Pivetta, ao Governo do Estado, mantendo o grupo no centro das decisões e esmagando um a um de seus adversários políticos.
Na disputa pela Câmara Federal, Mendes ajudou a eleger Fábio Garcia e a esposa e ex-primeira dama, Virginia Mendes, contribuindo para deixar de fora de uma das 8 cadeiras Emanuelzinho Pinheiro, filho do ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, que articulado com Jayme fez MM engolir Botelho como candidato a prefeitura de Cuiabá em 2024, tirando Fabinho na época da disputa. Uma articulação que só teve derrotas destruiu relações.
O resultado das urnas também representou perdas para grupos tradicionais da política mato-grossense. Além da família Pinheiro, com quem viveu uma rivalidade histórica, Janaina Riva não conseguiu se eleger senadora, enquanto Jayme Campos ficou fora da disputa pelo Governo, o que seria o troco de 2 anos atrás. Na Assembleia Legislativa, Júlio Campos também não conquistou a reeleição e, com ele, levou Botelho, ex-presidente por 3 mandatos seguidos. Outro algoz, talvez o pior de todos durante a campanha eleitoral pelos feitos do grupo para derrubar Mendes, foi Carlos Fávaro, derrotado na disputa ao Senado e a filha na corrida a AL, mostrando que traições não são perdoadas pelos eleitores.
Com as mudanças, a eleição redesenha a correlação de forças em Mato Grosso. O grupo de Mendes termina o pleito com presença no Governo, no Senado, na bancada federal e, mesmo com menor espaço, no legislativo de MT, enquanto antigas lideranças foram varridas do cenário político estadual.
Será o fim da era Fávaro, Pinheiro, Riva, Campos e Botelho? Tudo em uma só tacada, por um só feitor!?
O que se sabe é que hoje Mauro pode cantarolar para os 4 cantos “Esse cara sou eu”, que ninguém vai poder discordar.

