Famoso por desdizer e descumprir, o prefeito de Cuiabá segue firme com sua tática de lançar poeira nos olhos de seus eleitores.
Sem nenhum inimigo e sem vontade de arrumar, a última tentativa foi com o vereador Daniel Monteiro, em quem não pregou os apelidos irônicos, que produz em quantidade, e foi confrontado a tréplica, no caso do voto favorável ao Chico 2000 que foi comparado ao seu voto para liberar o deputado Brasão, condenado pelo assassinato de Marielle Franco, no Rio de Janeiro, quando deputado federal e que ficou sem resposta.
Qual o inimigo que não é novidade? A esquerda e o PT.
Mas qual PT? Qual esquerda? Mato grosso não tem atualmente nenhum prefeito petista e Cuiabá não tem nenhum vereador deste partido. São dois deputados estaduais entre 25 eleitos.
Que ameaça é essa?
Cuiabá nunca foi governada pelo PT, assim como Várzea Grande.
Nenhum dos vereadores de oposição ao prefeito Abilio pertence ao PT.
Quem prometeu governar para todos durante a campanha, disse nesse domingo, que tem 35% de esquerdistas por aqui e ele quer que “se lixem”.
E reclamou que os petistas o odeiam.
Recuperando falas, e a internet é ótima para isso, quando da manifestação da esquerda sobre a PEC da blindagem, a flopada lá foi a mesma flopada cá no Acorda Brasil. Acontece.
Em Cuiabá, onde o Abilio é prefeito, não são só 35% a “se lixar” pela vontade revelada agora. Seu opositor Lúdio Cabral, teve 46,20% dos votos, o que leva a um governo para 54% dos cuiabanos.
Importante perguntar: Até quando vão aceitar as bravatas contra uma força inexistente e o enfrentamento dos problemas da cidade serão pautados? Nem precisa ser com essa insistência toda.
Já ficou velho os disparos contra a esquerda e o petismo para evitar os mísseis na sua cola, cobrando resultado e promessas feitas com a mão no coração, durante sua campanha vitoriosa.
Uma dica para o início: “Cuiabá, aqui buraco é mato!”

