OPERAÇÃO TANQUE FURADO

Deputados federais de MT estão na lista de despesas suspeitas com combustíveis

Relatório da Operação Tanque Furado, produzido pelo Observatório Político Socioambiental (OPS), mostra que dois deputados federais de Mato Grosso estão na lista de parlamentares investigados por despesas suspeitas com combustíveis. Além deles, outros dois ex-deputados aparecem no documento.

A Operação Tanque Furado foi reportagem no Fantástico desse domingo (18). Segundo a matéria, de janeiro de 2019 a dezembro de 2020, os deputados federais gastaram juntos R$ 367.916.285, 02. Só com combustíveis, foram mais de R$ 27 milhões.

Aparecem no relatório elaborado pelo Observatório os deputados federais José Medeiros (Podemos) e Juarez Costa (MDB), suplente Valtenir Pereira (MDB) e o ex-deputado federal Ságuas Moraes (PT).

O relatório mostra seis notas fiscais suspeitas de José Medeiros. Já Juarez Costa apresentou uma única nota fiscal suspeita. Valtenir Pereira fez o abastecimento suspeito em 14 de janeiro de 2019. A nota fiscal apresentada à Câmara dos Deputados é no valor de R$ 2.500

E Ságuas Moraes, em 22 de janeiro de 2019, apresentou uma nota de abastecimento no valor de R$ 1.141,50. Na data, ele já não era mais deputado.

Outro Lado

O deputado federal José Medeiros esclarece que as notas citadas são referentes a vários abastecimentos realizados, ou seja, é um conjunto de cupons eletrônicos que foram pagos em uma única nota fiscal.

Por meio de nota, o deputado federal Juarez Costa frisou o fato se ser um dos parlamentares do Congresso Nacional que menos gasta com combustível, conforme dados do Portal Transparência da Câmara dos Deputados. “Nesses 2 anos de mandato como Deputado Federal, nunca excedi o valor destinado a combustível, sempre gasto menos da metade do limite imposto no Ato da Mesa n° 43”, afirmou.

O ex-deputado federal Ságuas Moraes afirma que sempre apresentou notas fiscais de pequeno valor. No entanto, pontua que a nota fiscal considerada suspeita pela OPS deve ser referente a diversos abastecimentos feitos no mesmo estabelecimento, mas ressaltou que essa não era a prática do seu gabinete.

O suplente Valtenir Pereira, que não atendeu nem retornou até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.

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