A secretária municipal de Saúde, Ozenira Félix, garantiu ao Estadão Mato Grosso, em entrevista realizada nesta terça-feira (20), que Cuiabá receberá as primeiras doses da vacina produzida pela Pfizer. A capital corria o risco de ser excluída da distribuição por não ter um ultracongelador, capaz de atingir a temperatura de -70ºC, necessária para conservação do imunizante.
A Prefeitura corria contra o tempo, já que o Ministério da Saúde deu até o final desta tarde para as capitais se manifestarem sobre a disponibilidade dos ultracongeladores. A estimativa inicial apontava que menos da metade das capitais brasileiras teriam condições de receber a vacina norte-americana.
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Em conversa com a reportagem do Estadão, Ozenira explicou que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) conseguiu as câmaras frias para armazenar os imunizantes em parceria com a iniciativa privada.
“Houve um comprometimento do setor empresarial. Conseguimos ajuda e doações e as vacinas chegarão em Cuiabá. O deputado federal Emanuelzinho (PTB) também nos ajudou e, caso não conseguíssemos essas câmaras, Cuiabá já estava com dinheiro para compra dos freezers”, detalhou, explicando que as câmaras também poderão ser usadas para armazenar outras vacinas.
O primeiro lote da vacina Cominarty, desenvolvida pela Pfizer em parceria com a BioNTech, chegará ao Brasil no dia 29 de abril, contendo 1 milhão de doses. A expectativa é que os imunizantes já estejam disponíveis nas capitais até o dia 1º de maio.
A quantidade que será enviada para Cuiabá ainda não foi definida pelo Ministério da Saúde. A regra do Programa Nacional de Imunização (PNI) tem sido a busca de distribuição igualitária para estados, conforme a quantidade de habitantes nos grupos prioritários.
O Ministério da Saúde ressaltou que nenhuma cidade será prejudicada pelos critérios técnicos necessários para conservar a vacina da Pfizer. As cidades que não dispõem de câmaras frias continuarão recebem as vacinas Coronavac (Sinovac/Butantan) e Covishield (AstraZeneca/Fiocruz).

