A Comissão de ética da Câmara Municipal de Cuiabá aceitou o pedido de cassação do vereador Tenente Paccola (Republicanos) representado pela vereadora Edna Sampaio (PT). A decisão foi tomada na manhã de segunda-feira (11), logo após uma reunião entre os integrantes da comissão.
Lilo Pinheiro (PDT), presidente da comissão, relatou que a comissão se baseará nos passos da investigação, realizada pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
“Quanto ao segundo pedido [de cassação do mandato], a comissão acatou a representação e já informou que vai carrear as provas que estão transcorrendo na investigação policial e, tão logo, cheguem o inquérito polícial à Comissão de Ética, a gente vai se manifestar a respeito da decisão final”.
Os delegados que investigam o caso informaram que as provas devem ser encaminhadas à comissão em menos de 30 dias. Após o recebimento, será aberto o prazo de
defesa para Paccola, que terá prazo aproximado de 15 dias para manifestação. Só após o vereador se manifestar a comissão decidirá pela cassação ou rejeição do pedido.
A vereadora Edna Sampaio protocolou dois requerimentos na Casa de leis, um de cassação do mandato de Paccola e o outro de seu afastamento imediato. Em relação a este último, caberá ao presidente da Câmara, o vereador Juca do Guaraná Filho (MDB), colocá-lo ou não em votação no plenário
O CASO
O vereador Tenente Coronel Paccola foi o autor dos três disparos que mataram o agente prisional Alerxandre Miyagawa, “Japão”, no último dia 1º, no bairro Dom Aquino, em Cuiabá.
Paccola alegou que o agente estava armado e apresentava risco aos presentes. O vereador ainda afirma que chegou a tentar abordar a vítima, mas que ela se virou com a arma em punho.
Porém, imagens das câmeras de seguranças causam dúvidas uma vez que nas imagens os relatos destorcem.

