O deputado federal por Mato Grosso José Medeiros, pré-candidato ao Senado, entre levantar a palma da mão e dobrar o polegar para dentro, fechando os outros quatro dedos (Signal for Help), gritou com megafone, para dentro e para fora do partido, um código 3 de prioridade/urgência, quando existe um policial em perigo ou ferido.
Errou no modo. Exigiu prioridade usando a estratégia da direita desenhada no ano passado de conquistar a maioria no Senado para pôr o STF sob custódia.
Ao defender a estratégia, mirou e acertou em Welligton Fagundes, pré-candidato ao governo de Mato Grosso, com estilhaços em Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência do país.
Se o Senado é a exclusividade, o governo do estado e a presidência da República entram em segundo plano.
Recebeu golpe “Ana”. Dentro do Partido Liberal em Mato Grosso, só é inferior em potência ao golpe “Costa”, que poder ser ou não, quente.
Presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, o colocou sentadinho em seu canto, com um pacote de biscoito.
Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do partido, permaneceu em silêncio.
O também secretário de governo da Administração Abilio, do qual não se tem notícias de desempenho dessa função na imprensa, foi curto e grosso, ou pequeno e intenso, dependendo do gosto, com um palmo de uma orelha do Zé entre os dedos, lembrou a diferença entre exclusivo e preferencial.
“Preferência é uma coisa, exclusividade é outra. Ele não tem caráter de exclusividade e não é a única bolachinha do pacote”, disse, não em sílabas para frisar, mas lembrando que Medeiros não é o único candidato do PL e que tem toda uma chapa que precisa de atenção.
Com as pesquisas indicando que seu trabalho de deputado federal pelo Estado, em quatro anos, precisa de mapa para ser encontrado; que o apoio pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro pode não ser suficiente para levá-lo a vitória, em uma direita com muitos nomes bons de voto a bafejar em seu cangote, espantando o cavalo que ele via arreado.
Será que faz diferença em ser água e sal ou recheada?

