Até o final dessa semana, o futuro do vereador Tenente Coronel Marcos Paccola (Republicanos) deverá ser decidido pela Câmara de Cuiabá. Ontem o vereador foi indiciado por homicídio qualificado, por assassinar a tiros o agente socioeducativo Alexandre Miyagawa, o “Japão”.
O presidente Juca do Guaraná (MDB) vai convocar uma reunião entre a Procuradoria- Geral da Casa e as Comissões de Constituição, Justiça E Redação (CCJR) e de Ética e Decoro Parlamentar. O encontro ainda não foi convocado, mas pode ser realizado esta quinta ou sexta-feira, 21 e 22.
Por se tratar de algo inédito, homicídio envolvendo parlamentares, a reunião deverá formular os trâmites a serem seguidos. O documento da Polícia Civil, ainda não encaminhado à Câmara Municipal, servirá de base para a Comissão de Ética dar prosseguimento ao processo de cassação aberto pela Casa a pedido da vereadora Edna Sampaio (PT). O Parlamento analisa duas ações referentes ao caso, ambos de autoria da vereadora petista.
O primeiro, é o processo de cassação de mandato, já aberto pela Comissão de Ética e parado à espera do inquérito. Já o segundo é referente ao pedido de afastamento imediato do mandato, protocolado diretamente na
Presidência da Casa.
TIROS PELAS COSTAS
O inquérito da PJC concluiu que Alexandre foi morto com três tiros pelas costas, sem chances de defesa. As balas atingiram os dois pulmões e o fígado da vítima, que acabou morrendo por hemorragia.
A investigação, que também levou em conta as imagens registradas por câmeras de monitoramento do local concluiu ainda que a vítima não esboçou reação alguma. Paccola havia alegado legítima defesa no caso,
dizendo que Alexandre e a namorada, Janaina Sá, estavam brigando e que, quando foi abordá-lo, viu que ele estava com uma arma em sua mão, andando atrás da mulher.

