EMBOSCADA NO HOTEL

Alvo de atentado nega envolvimento na morte de empresário sequestrado

Um homem quase foi executado na noite desta terça-feira (11), em Várzea Grande, após sofrer uma emboscada no estacionamento do Hotel Marion Pantanal, onde pretendia se hospedar. A vítima, de 36 anos, estava na entrada do estabelecimento quando pelo menos quatro criminosos chegaram em um sedã preto. Três deles desembarcaram e efetuaram diversos disparos de arma de fogo diretamente contra ele. Milagrosamente, nenhum dos tiros o atingiu – os projéteis atingiram apenas o hall de entrada do hotel, causando danos materiais. Após a rápida ação, os atiradores retornaram ao veículo e fugiram sem deixar pistas sobre o destino.

A Polícia Militar foi acionada via CIOSP e, durante o atendimento da ocorrência, recebeu uma enxurrada de informações provenientes de denúncias anônimas e de mensagens compartilhadas em grupos de aplicativo. Segundo esses relatos não confirmados, o homem sobrevivente estaria sendo apontado como suposto autor ou participante de diversas ações criminosas contra indivíduos ligados ao meio delitivo. As mensagens davam conta de que ele estaria invadindo residências de criminosos, subtraindo pertences e, durante esses atos, se passando por policial.

A ligação mais grave feita pelas denúncias anônimas relaciona o homem de 36 anos ao sequestro, tortura e morte do empresário Wellyngton Eduardo da Costa Jardim, de 35 anos, cujo corpo foi localizado na tarde da mesma terça-feira em uma área de mata no bairro Capão Grande, também em Várzea Grande. Wellyngton havia sido arrancado de sua residência na madrugada de segunda-feira (10) por dois criminosos encapuzados que invadiram sua casa simulando ser policiais. Desde então, a família não tinha notícias dele, e a esposa percorreu diversas unidades policiais em busca de informações.

Questionado pela equipe da Polícia Militar sobre as acusações, o homem de 36 anos negou veementemente qualquer participação no sequestro, na tortura ou na morte de Wellyngton, bem como nos demais crimes a ele atribuídos. Apesar da negativa, a gravidade da ocorrência e o conteúdo das denúncias motivaram o deslocamento do oficial de dia da área do 4º Batalhão para acompanhar as providências no local.

Durante a apuração, agentes da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) compareceram ao hotel, apreenderam um aparelho celular Samsung de cor preta pertencente à vítima e recolheram uma cápsula deflagrada e um projétil, que foram encaminhados para perícia.

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