OPERAÇÃO DA DHPP

Advogado reagiu e foi morto com mata-leão, diz criminoso

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis prendeu, na manhã desta quarta-feira (11), Michael Douglas de Paula Santos, de 27 anos, apontado como um dos autores da morte de Paulo de Souza Freitas Júnior, de 48 anos. O corpo do advogado, que também trabalhava como motorista de aplicativo, foi localizado em uma região de mata no último dia 6, um dia após seu desaparecimento.

De acordo com as investigações coordenadas pelo delegado João Paulo, Paulo teria sido vítima de um latrocínio durante uma corrida solicitada pelo aplicativo. O crime aconteceu no dia 5 de fevereiro, quando o advogado atendeu a uma chamada que, segundo a polícia, foi estrategicamente planejada por Michael e um comparsa ainda foragido.

“Eles pediram que a vítima seguisse até um local ermo. Ao chegarem, anunciaram o assalto utilizando um simulacro de arma de fogo e uma faca. A vítima reagiu e, durante a luta corporal, sofreu um golpe de mata-leão, o que a levou a desmaiar”, detalhou o delegado.

Os criminosos assumiram a direção do veículo e seguiram para uma região afastada. Ao perceberem que Paulo não recobrava a consciência, amarraram o corpo e o abandonaram em meio à vegetação, onde foi encontrado no dia seguinte por equipes de busca.

O automóvel da vítima foi localizado nos fundos de uma escola, no bairro Celina Bezerra, com detalhes que chamaram a atenção dos peritos: os vidros dianteiros estavam parcialmente abertos, três cintos de segurança do banco traseiro haviam sido cortados e a agenda pessoal do advogado foi encontrada queimada sobre o banco do motorista.

A proximidade do local onde o carro foi deixado com a residência de familiares de Michael foi um dos elementos que auxiliaram os investigadores a chegar ao suspeito.

Michael Douglas foi preso em cumprimento a mandado judicial e encaminhado à unidade prisional, onde permanece à disposição da Justiça. As buscas pelo segundo envolvido seguem em andamento.

A DHPP reforça o pedido para que a população continue colaborando com informações que possam auxiliar na localização do comparsa, por meio do disque-denúncia (197).

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