DEFESA OU CRIME?

Advogado do Comando Vermelho é condenado por participação ativa em tráfico, armas e organização criminosa

Investigação qualificada realizada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Apiacás, resultou na condenação do advogado Pauly Ramiro Ferrari Dorado, apontado como um dos principais articuladores de um grupo criminoso com ramificações na região norte de Mato Grosso.

A sentença, proferida pelo juízo, de condenação de mais de 26 anos de reclusão em regime fechado, além do pagamento de multa, decorreu das investigações relativas a Operação Patrono do Crime, que identificou os integrantes de uma organização criminosa.

Conforme investigação da Delegacia de Apiacás, com apoio do Núcleo de Inteligência de Alta Floresta, o advogado utilizava indevidamente sua formação jurídica e as prerrogativas da advocacia para favorecer e impulsionar atividades ilícitas, atuando de forma ativa no suporte ao grupo.

Entre as condutas identificadas estão a intermediação de informações entre integrantes, apoio logístico ao tráfico de drogas, participação em esquemas envolvendo comércio ilegal de armas de fogo e outras práticas delituosas.

As diligências resultaram no robusto conjunto probatório reunido ao longo das investigações, desempenhando papel fundamental para a desarticulação do grupo criminoso, bem como o trabalho integrado foi essencial para revelar a complexidade da estrutura e a forma de atuação do advogado.

Advogado da facção

As investigações apontaram que o advogado era integrante da organização criminosa, não apenas fornecendo assessoria jurídica para os membros, mas atuando em diversas frentes, como, por exemplo, venda ilegal de armas de fogo e utilização das prerrogativas de sua profissão para realizar a consulta de pessoas, a mando da facção, para verificar se pertenciam a outra organização criminosa.

Ele também era responsável pelo resgate de drogas que não foram apreendidas pela Polícia; ou seja, ao perceber que o cerco estava fechando, os integrantes da facção criminosa entravam em contato com o investigado, o qual atuava como intermediário entre presos e outros integrantes, informando o ponto em que a droga estava escondida para que fosse retirada do local por outros integrantes da organização criminosa, antes que o entorpecente fosse descoberto e apreendido em ações das Forças de Segurança.

O investigado também atuava na recuperação de veículos roubados e furtados pela própria facção criminosa, recebendo valores de vítimas para recuperação dos veículos, dentre outros delitos apurados.

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