ATAQUE EVITADO

Adolescente do CV ameaça massacre em escola e acaba apreendida

Uma adolescente de 13 anos foi apreendida na noite de quinta-feira (9), em Rondonópolis, após ser identificada como responsável por ameaças de ataque do tipo “massacre” contra a Escola Estadual Professora Eunice Souza dos Santos, localizada no bairro Residencial Matias Neves I.

De acordo com informações da Polícia Militar, a ação ocorreu durante a Operação “Tolerância Zero às Facções Criminosas”, conduzida pelo 4º Comando Regional, por meio da 14ª Companhia Independente de Polícia Militar de Força Tática. A equipe foi acionada pela Agência Local de Inteligência (ALI), que havia detectado publicações ameaçadoras em redes sociais direcionadas à comunidade escolar.

Nas mensagens, a autora afirmava frases como: “Eu acho melhor todo mundo faltar, eu não estou brincando, vou começar entrando pelos fundos” e “Segunda-feira é melhor todo mundo faltar, vai ter um massacre na escola”, além de fazer menção à facção criminosa Comando Vermelho (CV), o que aumentou a gravidade da situação e gerou preocupação entre alunos, pais e funcionários.

Após levantamento de informações, os policiais conseguiram rastrear o perfil utilizado nas ameaças, que, segundo as investigações preliminares, era falso, mas estava vinculado a um e-mail e número telefônico que levaram à identificação da menor.

A equipe policial se deslocou até o endereço informado e encontrou a adolescente em frente à residência. Inicialmente sozinha, ela aguardou a chegada de familiares. O pai compareceu ao local e afirmou ter conhecimento do caso, embora, segundo ele, a filha tenha negado ser a autora das mensagens.

Diante dos fatos, a adolescente e seus responsáveis foram encaminhados à 1ª Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos, acompanhados por um conselheiro tutelar. O aparelho celular da menor foi apreendido e lacrado para perícia, que deverá confirmar a autoria das publicações.

Ainda conforme relato policial, a mãe da adolescente faz uso de tornozeleira eletrônica por envolvimento em crimes como organização criminosa, tráfico de drogas e homicídio.

Apesar de não possuir antecedentes, o caso acende um alerta sobre o aumento de ameaças e episódios de violência em ambiente escolar no Brasil, fenômeno que, nos últimos anos, tem se tornado mais frequente e preocupante.

As autoridades seguem investigando o caso para adoção das medidas legais cabíveis.

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