No início do mandato de Flávia Moretti a frase “eu sou a prefeita” era repetida todos os dias para a imprensa.
O primeiro ano foi turbulento internamente. Uma queda de braço pelo poder entre prefeita e vice, com participação da Câmara Municipal, por pouco na termina em uma entrevista suicida que chegou a ser convocada pelo vice, para revelações das entranhas da campanha e principalmente do acordo político, com assinaturas, dizem, que levou a desconhecida Flavia Moretti, por suas mãos ao mandato atual.
Um novo pacto foi feito e mantido até o mês passado, quando em uma entrevista ao Jornal da Manhã da Rádio Jovem Pan, a prefeita revelou que sua postura seria diferente, disse não ter nenhum controle sobre o DAE, que apesar do desgaste e da cobrança que sofria pelo serviço prestado a população o verdadeiro mandatário era seu vice, Tião da Zaeli e pediu a chave da autarquia.
Após a entrevista o “facão” fez acumular “cabeças” nos balcões dos Recursos Humanos, por onde escorriam os nomes dos indicados por vereadores que rezavam para mais de um santo, São Sebastião e São Cerqueira, deixando a Senhora que guia de fora.
A brincadeira de mal-me-quer, bem-me-quer, atingiu pétalas do vice prefeito.
Que começou com o presidente do DAE, onde o coronel Zilmar foi substituído por um vereador que chegou com a função de aguentar, não só o rojão do departamento, como conduzir o “rally” que se transformou o relacionamento entre executivo e legislativo, nomeando o vereador Rogerinho Dakar.
Tião teve mais uma baixa, hoje foi dispensado o secretário de Educação, Esporte e Lazer, Igor Cunha, indicado por ele.
A substituta será Maria Fernanda Figueiredo, irmã do vereador Carlinhos Figueiredo e do também ex-vereador Dito Loro, maestro político da família Figueiredo em VG.
Porque só agora? Se era pra romper acordos porque não logo de início, poupando um desgaste evitável?
Aluna atenta e dedicada, Flavinha, aproveitou a troca de objetivo de seu vice.
Tião sumiu das páginas políticas, do Instagram, do DAE, da prefeitura e trabalhou em outra frente, a presidência da FECOMERCIO/MT.
Enquanto Sebastião jogava o encanto dos olhos de cor “verde arrependido” para cima do primeiro vice-presidente da entidade, Marco Sérgio Pessoz, que tinha preferência para disputar a presidência do órgão e o Lau vencedor, (Venceslau Jr.) atual presidente lhe passasse o “Bastião”, com seu apoio, Flavia entendeu que disputas políticas poderiam atrapalhar, e muito, ascensão de Tião à Fecomercio, que sempre se manteve distante da política partidária e deu o bote no comando da prefeitura.
A política adora traições, não traidores.
Mas, é isso ou a gerência.

