Uma conduta incompatível, tanto com a cidadania como com a cristandade, está se cristalizando nesta gloriosa terra Brasilis, que conta como existente somente o pós chegada de um certo Cabral.
O momento é no mínimo curioso. Se cristaliza dia a dia, post após post, comentário após comentário em rede social a necessidade urgente de “cristianização” dos cristãos.
Diferente dos indígenas catequisados a força, não se trata de apresentar Cristo, mas de efetivamente tornar praticante do cristianismo os que nele creem.
Cristão “sabor” cristão.
Perdoe se a tentativa de descreve-lo não for das melhores, mas incômodos são aceitos como acertos.
O Cristão sabor Cristão é altamente seletivo ao escolher trechos da Bíblia sagrada para seguir e cobrar do próximo comportamento igual. Caso a seleção das palavras do outro a serem seguidas for diferente, é um alvo a ser atacado pessoal e principalmente politicamente.
Não é preciso estudar ou ler de quando em quando o livro sagrado, basta seguir que seu líder espiritual, que disse que Cristo lhe disse o quê de sua palavra deve ser cumprido, incluindo aí, seu voto em determinados candidatos que adquirem “sabor” sagrado ao conquistar a simpatia do padre, pastor ou quem quer que seja que falou em nome de Deus.
Mas e o restante na Bíblia que não está sendo observado e seguido? Para isso temos a Constituição Brasileira que me diz o que posso ou não fazer, meus direitos e deveres e o que não está proibido está permitido.
Por mais incrível que possa parecer, o cristão crê que Deus é Onipotente, Onipresente e Onisciente, está em todo lugar, tudo sabe e de tudo é capaz, e justamente esse ser é que ele pensa enganar ao enganar a si próprio.
Aí você me quebra.

