O Tribunal de Justiça de Mato Grosso intensificou as ações para expandir o Programa Família Acolhedora no Estado, iniciativa voltada à proteção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. O trabalho é coordenado pela Corregedoria-Geral da Justiça, com articulação entre magistrados, servidores e parceiros institucionais.
Atualmente, 23 municípios mato-grossenses possuem legislação que institui o programa, mas apenas cinco contam com o serviço em funcionamento: Alta Floresta, Tangará da Serra, Lucas do Rio Verde, Sinop e Santo Antônio do Leverger. A meta é ampliar a adesão municipal e reduzir a dependência do acolhimento institucional.
Segundo o Judiciário, a atuação segue diretrizes do Conselho Nacional de Justiça, com capacitação de magistrados e incentivo ao diálogo com prefeituras, Ministério Público e sociedade civil. O acompanhamento é realizado por meio do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento.
Hoje, 41 famílias estão cadastradas e 28 crianças e adolescentes acolhidos no modelo familiar, número que representa pouco mais de 5% do total de jovens em acolhimento no Estado. Mato Grosso conta atualmente com 544 crianças e adolescentes em casas de acolhimento. A meta do grupo de trabalho é alcançar 25% no sistema de acolhimento familiar até 2027.
O programa prioriza o acolhimento temporário em ambiente familiar, alternativa considerada mais adequada ao desenvolvimento emocional e social das crianças, conforme apontam estudos e a legislação vigente.

