FEMINICÍDIO PREVISÍVEL?

Sesp nega que professora tenha acionado botão do pânico antes de ser morta

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) informou que a professora Lucieni Naves Corrêa, de 51 anos, não acionou o botão do pânico na segunda-feira (16), dia em que foi morta a tiros pelo ex-marido, no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. Segundo o órgão, a Polícia Militar foi chamada por terceiros após o crime.

Conforme nota, a vítima utilizou o dispositivo uma vez, em outubro de 2025, dois meses após receber o recurso por decisão judicial. Na ocasião, ela relatou ameaça e descumprimento de medida protetiva por parte do ex-marido.

Após o registro, a Polícia Civil comunicou o caso ao Ministério Público e ao Judiciário, que aplicou advertência ao suspeito. O acompanhamento pela Patrulha Maria da Penha não foi incluído, permanecendo ativo o botão do pânico.

De acordo com a Sesp, ao ser acionado, o dispositivo direciona a Patrulha Maria da Penha até a residência da vítima para garantir a segurança e, se necessário, conduzir o suspeito à delegacia.

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