Diagnosticada com fibromialgia desde 2023, a auxiliar administrativa Ruth Felix Soares de Melo afirma enfrentar dificuldades para conseguir, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), os medicamentos Pregabalina 150 mg e Duloxetina 60 mg, utilizados diariamente no tratamento da doença.
Segundo Ruth, a busca pelos remédios começou na Farmácia de Alto Custo, onde foi orientada a procurar o Centro de Especialidades Médicas (CEM). No local, recebeu a informação de que os medicamentos não eram fornecidos e foi encaminhada novamente à Farmácia de Alto Custo para solicitar uma negativa formal.
Após registrar a solicitação na Ouvidoria da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), recebeu resposta informando que os medicamentos não são contemplados pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica do Estado e foi orientada a buscar seus direitos por meio da Procuradoria ou da Justiça.
A paciente relata gastar cerca de R$ 300 por mês com a compra dos medicamentos. Segundo ela, interromper o tratamento significa conviver com o aumento das dores.
“A falta do medicamento aumenta a dor, porque ele é meu alívio quando tomado corretamente”, afirmou.
Ruth conta que acreditava que os medicamentos estariam disponíveis na rede pública, principalmente após campanhas de conscientização sobre a fibromialgia realizadas no Estado.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) e com a Secretaria Municipal de Saúde para esclarecer o fluxo de atendimento e o fornecimento dos medicamentos, mas não recebeu resposta até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação das duas pastas.

