A mulher que matou Maria Aparecida da Silva, de 53 anos, foi presa após confessar o crime durante depoimento à Polícia Civil, em Confresa, no Mato Grosso. O homicídio ocorreu na manhã de sábado (22), dentro da residência onde a vítima estava.
A Polícia Militar foi acionada por vizinhos por volta das 6h35, depois que gritos de socorro foram ouvidos vindos do imóvel. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram o portão fechado e, como não conseguiram contato com os moradores, precisaram passar pelo muro para verificar a situação.
Pouco depois, a nora de Maria abriu o portão e informou aos policiais que havia acontecido uma “tragédia” dentro da casa.
No interior do imóvel, Maria foi encontrada caída no chão, cercada por uma grande quantidade de sangue. Conforme o registro policial, ela apresentava ferimentos provocados por um objeto contundente e estava com um fio de extensão elétrica enrolado no pescoço.
Durante a ocorrência, os policiais localizaram e apreenderam um pedaço de madeira que apresentava marcas de sangue e que pode ter sido utilizado durante o ataque.
A mulher, de 29 anos, foi encaminhada para prestar esclarecimentos. Segundo o delegado plantonista Daniel Moura, ela confessou o homicídio durante o depoimento e afirmou que enfrentava problemas familiares e teria tido um surto no momento do crime.
A motivação e as circunstâncias que levaram à morte de Maria ainda estão sendo investigadas pela Polícia Civil.
Equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas para realizar os procedimentos periciais na residência e levantar elementos que possam contribuir para a investigação.
Ex-servidora pública
Maria Aparecida da Silva era ex-servidora pública municipal de Confresa. Após a confirmação da morte, a Prefeitura publicou uma nota de pesar e decretou luto oficial de três dias em homenagem à ex-funcionária.
Na manifestação, o município destacou a contribuição de Maria ao serviço público e prestou solidariedade aos familiares e amigos diante da perda.

