Uma mulher, que não teve o nome divulgado, foi presa nesta segunda-feira (22) em Sorriso enquanto aguardava atendimento médico no Hospital Regional. Ela, que está com uma gestação de cinco meses com risco, era considerada foragida da Justiça e possuía um mandado de prisão em aberto pelos crimes de cárcere privado, tortura e sequestro.
Segundo informações da Polícia Militar, a suspeita foi reconhecida pelos agentes durante sua permanência na unidade de saúde. Após consulta aos sistemas de segurança, os policiais confirmaram a existência da ordem judicial e realizaram a prisão.
Conforme relato dos militares, a mulher afirmou que desconhecia o mandado de prisão e disse que raramente saía de casa, limitando-se a consultas e tratamentos médicos.
No momento da abordagem, ela informou que enfrenta uma gestação de risco e faz tratamento para problemas renais. A suspeita também alegou possuir traumas relacionados a situações anteriores envolvendo forças de segurança.
A mulher foi acompanhada pela mãe durante todo o procedimento. A familiar acionou um advogado para prestar assistência jurídica. De acordo com a Polícia Militar, a condução ocorreu de forma tranquila e sem resistência.
Após a detenção, a suspeita foi encaminhada para a Delegacia de Polícia Civil, onde permaneceu à disposição da Justiça. Ela deverá passar por audiência de custódia dentro do prazo previsto em lei.
Caso ganhou repercussão nacional
A mulher ficou conhecida após denunciar ter sido vítima de estupro enquanto estava custodiada na Delegacia de Polícia Civil de Sorriso, em dezembro de 2025.
Segundo a denúncia, ela teria sido abusada quatro vezes durante o período em que permaneceu presa na unidade policial. Os fatos teriam ocorrido entre a noite do dia 9 e a madrugada de 10 de dezembro, em um espaço utilizado para descanso dos servidores.
Dias depois, ela foi colocada em liberdade após a defesa apresentar elementos que comprovaram sua inocência em relação às acusações que motivaram sua prisão à época.
Após deixar a delegacia, a mulher procurou seu advogado e relatou os abusos. O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que solicitou exames periciais e a abertura de investigação.
Durante as apurações, exames genéticos compararam vestígios coletados no corpo da vítima com material biológico de policiais que trabalhavam no local. O resultado levou à identificação do policial civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos, que acabou sendo preso.

