A Polícia Civil prendeu, no fim da tarde dessa segunda-feira (26), o madeireiro João Carlos Ventura investigado pelo homicídio do policial civil Emilson Ormond Souza, de 56 anos, ocorrido no domingo (25) em Campo Novo do Parecis.
O policial foi morto após o motorista chegar em um estabelecimento em uma caminhonete e questionar quem seria “petista” no local. Ele efetuou disparos contra várias pessoas no local e Emilson reagiu para tentar defender as demais vítimas.
Porém, ele foi baleado e não resistiu aos ferimentos. O suspeito foi localizado em uma propriedade rural a 170 KM de Campo Novo do Parecis, pertencente a um dos irmãos do suspeito, que estava escondido em uma área de mata do local.
Equipes da Delegacia de Campo Novo do Parecis e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) estavam entrevistando um caseiro da propriedade quando o suspeito chegou com sua caminhonete, uma Toyota Hilux prata, e foi preso. Ele não resistiu à prisão.
A arma utilizada no crime também foi localizada na mata em que ele estava escondido, uma pistola calibre .9mm, com apenas 3 munições.
“O que indica que ele deflagrou as demais munições na hora do fato”, disse o delegado Guilherme Kaiper Cruz de Faria, responsável pela investigação do caso.
O suspeito foi preso devido a um mandado de prisão temporária deferido pela Justiça após representação da Polícia Civil e parecer favorável do Ministério Público Estadual.
Segundo o delegado Guilherme Kaiper, ele será investigado por homicídio doloso qualificado, pela morte do investigador Emilson Ormond Souza, e homicídio doloso tentado de, ao menos, três outras vítimas (até o momento identificadas), sendo que duas foram atingidas por tiros de raspão.
O investigado foi encaminhado para a Delegacia de Campo Novo do Parecis, onde passará por interrogatório. O inquérito deverá ser concluído em 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30 dias.

