ATAQUE SELETIVO

Criminoso invade residência e mata morador com tiros na cabeça

Victor Hugo Vicente, de 28 anos, foi morto com disparos de arma de fogo na região da cabeça, na madrugada desta quinta-feira (20), por volta das 1h17, dentro da residência onde morava, no bairro Jardim Rio Claro, em São José do Rio Claro (a 235 km de Cuiabá). A vítima foi encontrada já sem vida pelos policiais militares, deitada sobre um colchão, em uma cena que, segundo investigadores, apresenta fortes indícios de execução sumária.

De acordo com o relato da companheira da vítima à equipe da Polícia Militar que atendeu à ocorrência, ela estava deitada ao lado de Victor Hugo quando ouviu a porta da residência ser arrombada. Em seguida, um indivíduo — que usava capacete para ocultar o rosto — adentrou o imóvel e efetuou os disparos diretamente contra a cabeça do jovem, sem dar chance de reação ou fuga. Após os tiros, a mulher conseguiu sair correndo do local, enquanto o atirador fugiu em rumo ignorado.

A dinâmica do crime chama a atenção pela frieza e seletividade. O fato de o suspeito ter avançado até o interior da casa e mirado especificamente a cabeça da vítima, aliado ao uso de capacete para dificultar a identificação, reforça a hipótese de um acerto de contas premeditado, e não um simples assalto ou latrocínio — já que não há menção a roubo de pertences no boletim de ocorrência. A fuga rápida e o fato de a companheira não ter sido alvejada sugerem que o alvo era unicamente Victor Hugo.

A Polícia Civil já instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do homicídio. Peritos da Politec devem realizar exames no local para coletar vestígios, como impressões digitais, resquícios de pólvora e possíveis imagens de câmeras de segurança nas proximidades, que possam ter captado a chegada ou a saída do criminoso. A motivação do crime ainda é desconhecida, mas os agentes já colhem depoimentos de vizinhos e familiares para traçar o perfil da vítima e possíveis envolvimentos em desavenças anteriores.

A companheira de Victor Hugo, que testemunhou toda a ação, foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos mais detalhados. Ela é considerada uma testemunha-chave para a reconstituição dos segundos anteriores e posteriores ao ataque.

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