CASO MIRELLY

Mãe se pronuncia sobre o caso, “Eles mataram a minha filha. Eu quero justiça.”

A morte de Mirelly Augusta, de 5 anos, após atendimento na Santa Casa de Cuiabá, segue gerando repercussão e novos relatos da família, que denuncia falhas no atendimento médico e cobra responsabilização.

Em entrevista, a mãe descreveu a filha como uma criança “cheia de vida, muito alegre e esperta” e relatou que os primeiros sintomas começaram na quarta-feira da semana passada, com sinais gripais. Na quinta-feira à noite, o quadro evoluiu para vômitos intensos e diarreia com sangue.

Na sexta-feira, Mirelly foi levada ao hospital com febre de 37,8°C. Segundo a mãe, a criança permaneceu durante todo o dia em observação, fez exames e, posteriormente, foi liberada com diagnóstico de bronquiolite e medicação para tratamento em casa.

O quadro, no entanto, piorou. No sábado, a menina foi novamente levada à unidade e acabou internada. A mãe relata que a filha sentia dores constantes, reclamava do abdômen e apresentava inchaço. “A barriga dela só inchava. Eu tinha que deixar minha filha lá e ir atrás de alguma enfermeira para falar que ela não estava bem”, afirmou.

De acordo com o relato, a criança recebeu medicações como dipirona e simeticona durante a internação. A mãe também afirma que, em diferentes momentos, foi levantada a possibilidade de apendicite, mas sem confirmação de diagnóstico.

Outro ponto destacado pela família é que Mirelly tinha diagnóstico de púrpura, uma doença autoimune, descoberta anteriormente na própria unidade. Segundo a mãe, a informação foi repassada diversas vezes à equipe durante o atendimento, mas não constava no prontuário.

“Todo momento eu falava que ela tinha púrpura. Uma médica chegou a dizer que não tinha nada registrado no prontuário dela”, relatou.

A púrpura é uma condição que pode causar alterações nos vasos sanguíneos e provocar sangramentos, exigindo atenção médica conforme a gravidade do quadro.

A família afirma que não recebeu explicações formais da unidade de saúde até o momento. Diante do ocorrido, a mãe cobra justiça e responsabilização.

“Eles mataram a minha filha. Eu não quero fama nem dinheiro, eu quero justiça. Se eles tivessem cuidado dela, ela estaria viva”, declarou.

O caso segue repercutindo nas redes sociais e gerando comoção.

Procurado pela reportagem, o Hospital Estadual Santa Casa informou, por meio de nota, que a paciente foi devidamente assistida pela equipe médica e multiprofissional, com atendimento realizado conforme os protocolos estabelecidos, incluindo a realização de todos os exames necessários para a avaliação do quadro clínico.

A unidade destacou ainda que, em respeito ao sigilo das informações de saúde e à proteção de dados pessoais, não pode fornecer detalhes adicionais sobre o caso.

O hospital também manifestou solidariedade aos familiares e reafirmou o compromisso com a qualidade da assistência prestada e com a execução dos protocolos técnicos.

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