Laudo de necropsia apontou que a menina de 2 anos que morreu após ser levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) André Maggi, em Sinop, foi vítima de asfixia mecânica. O caso é investigado pela Polícia Civil e envolve os pais da criança, que foram autuados em flagrante.
A menina foi encaminhada à unidade de saúde pelo pai na manhã de domingo (20), já em parada cardiorrespiratória. Conforme informações repassadas pela equipe médica, a criança apresentava sinais clínicos de morte havia pelo menos uma hora, além de indícios de desnutrição e condições inadequadas de higiene.
Segundo o relato dos pais aos profissionais de saúde, a criança teria sido vista com vida durante a madrugada. Entre 5h e 6h, eles perceberam que a menina não respondia e, posteriormente, buscaram atendimento médico. A chegada à UPA ocorreu por volta das 7h.
Ainda de acordo com a equipe médica, a criança havia passado por uma internação recente e, naquela ocasião, já apresentava sinais de desnutrição. O Conselho Tutelar também teria sido acionado anteriormente.
Diante das circunstâncias, a Polícia Civil foi comunicada e os responsáveis foram encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos. Após a análise inicial do caso, a mãe, de 17 anos, foi autuada pela prática de ato infracional análogo aos crimes de homicídio qualificado e maus-tratos contra menor de 14 anos.
O pai, de 20 anos, foi autuado em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado e maus-tratos contra menor de 14 anos.
Pais negam envolvimento
Segundo o delegado Braúlio Junqueira, responsável pelo caso, os dois prestaram depoimento e negaram ter provocado a morte da filha.
A causa apontada pelo exame de necropsia deverá integrar as investigações, que buscam esclarecer como ocorreu a asfixia e as circunstâncias que levaram à morte da criança.
A Polícia Civil também deverá analisar outros elementos do caso, incluindo o histórico de saúde da menina e os registros relacionados ao acompanhamento da família, para esclarecer eventual responsabilidade dos envolvidos.

