A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso (DEDMCAI), prendeu um suspeito acusado de estupro de vulnerável e ameaça contra a filha de sua ex-namorada, uma menina de apenas 06 anos. O mandado de prisão preventiva foi cumprido após a delegada responsável pelo caso representar pela medida cautelar, baseada em elementos de informação robustos colhidos durante a investigação. O suspeito foi localizado e detido nesta sexta-feira (23), em Sinop.
O caso teve início no dia 04 de dezembro de 2025, quando a mãe da vítima procurou a delegacia para relatar os abusos. Segundo o Boletim de Ocorrência, a mãe manteve um relacionamento com o suspeito por três meses, entre agosto e setembro de 2025.
A investigação aponta que o suspeito aproveitava momentos em que a mãe se ausentava da sala — como idas ao banheiro — para praticar atos libidinosos contra a menor. A criança relatou que o suspeito passava a mão em suas pernas e partes íntimas (nádegas e ânus).
Para garantir o silêncio da vítima, o homem utilizava táticas de terror psicológico e ameaças de morte contra a menina, dizendo que se ela contasse para a genitora iria matá-las e daria para a criança um picolé envenenado. A menina também relatou agressões físicas, como beliscões, para intimidá-la.
Determinante para o pedido de prisão foi o procedimento de Escuta Especializada. A vítima foi ouvida por uma psicóloga, em um ambiente protegido e humanizado, trazendo detalhes minuciosos acerca do abuso sofrido, confirmando a versão apresentada inicialmente pela mãe e fortalecendo a materialidade do crime.
Diante da gravidade dos fatos e do risco que o suspeito representava, a Delegada titular da DEDMCAI representou pela prisão preventiva do suspeito. O pedido foi acatado pelo Judiciário. Ainda na fase inicial da denúncia, quando confrontado pela mãe, o suspeito chegou a negar o crime e tentou descredibilizá-la, enviando mensagens ameaçadoras: “Você é louca, você está mentindo… Se você mexer com isso, não vai ficar assim”. Ele será encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

