DÍVIDA COM FACÇÃO

Suspeitos confessam tortura e decapitação de homem por suposto débito com criminosos

O corpo de Richard Rodrigo dos Santos, de 28 anos, foi encontrado decapitado às margens do Rio Garças, próximo ao Anel Viário, na divisa entre Barra do Garças e Pontal do Araguaia, na última sexta-feira (12). A vítima, conforme investigações da Polícia Militar, foi sequestrada, torturada e morta, com as mãos amarradas.

Neste domingo (14), por volta das 22h30, uma ação integrada das forças de segurança resultou na prisão de dois suspeitos de participação no homicídio. Eles estavam escondidos em uma residência nos fundos da Escola Carlos Hugueney, no bairro Atlântico, em Alto Araguaia (a 354 km de Barra do Garças).

As investigações tiveram início ainda na sexta-feira, logo após a localização do corpo. A Polícia Militar mobilizou equipes da Agência Regional de Inteligência do 5º CR (ARI 5º CR), da Agência Local de Inteligência do 2º BPM (ALI 2º BPM) e da Agência Local de Inteligência da 29ª CIPM Força Tática (ALI 29ª CIPM FT). O compartilhamento de informações levou os policiais até os suspeitos em Alto Araguaia.

A guarnição do 15º Batalhão da Polícia Militar de Alto Araguaia,  localizou e abordou os dois homens. O local onde estavam escondidos já era conhecido por ocorrências relacionadas ao uso de entorpecentes. Durante depoimento policial, os suspeitos confessaram participação no homicídio e revelaram a motivação: uma suposta dívida da vítima com uma facção criminosa. Eles também indicaram o local onde descartaram parte do corpo de Richard.

A polícia apurou ainda que os dois receberam auxílio de um terceiro para permanecerem ocultos em Alto Araguaia. Os suspeitos foram algemados e conduzidos à autoridade policial, com base na Súmula Vinculante nº 11 do STF, devido ao fundado receio de fuga.

As prisões ocorreram no âmbito da Operação Tolerância Zero, deflagrada pela Polícia Militar para intensificar o combate à criminalidade na região. Materiais relacionados ao crime foram apreendidos e apresentados à polícia judiciária, que dará continuidade às investigações para identificar o terceiro envolvido na ocultação dos suspeitos. O caso segue sob apuração.

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