Pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) desenvolvem um estudo que avalia os efeitos da atividade física e da suplementação com ácidos graxos, como o ômega-3, na redução dos impactos do Alzheimer. A pesquisa é conduzida pelo Instituto de Química da universidade e utiliza a mosca-da-fruta (Drosophila melanogaster) como modelo experimental.
Coordenado pelo professor Anderson de Oliveira Souza, o projeto teve início em 2023 e segue até 2026. Segundo o pesquisador, o inseto foi escolhido por apresentar semelhanças com o sistema nervoso humano e por permitir análises genéticas mais rápidas.
O estudo avalia os efeitos da prática de exercício aeróbico e da suplementação alimentar em organismos geneticamente modificados para desenvolver características semelhantes às da doença de Alzheimer. Os primeiros resultados já foram publicados em periódicos científicos internacionais.
De acordo com a equipe, os dados iniciais apontam melhora na saúde celular e redução de marcadores relacionados ao estresse oxidativo. O objetivo da pesquisa não é buscar a cura da doença, mas contribuir para o desenvolvimento de estratégias que possam retardar a progressão dos sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
O grupo da UFMT é o único da região Centro-Oeste a trabalhar com o uso da mosca-da-fruta em pesquisas voltadas para doenças neurodegenerativas e mantém parcerias com pesquisadores de outros países. Os próximos passos incluem ampliar os testes com ômega-3 e aprofundar as análises moleculares relacionadas ao Alzheimer.

