FIAÇÃO EM CUIABÁ

Energisa descumpre leis e coloca vidas em risco

Moradores do bairro Santa Rosa, em Cuiabá, cobram providências da Energisa após fiações serem danificadas pela passagem de caminhões em ruas da região. Segundo relatos, os veículos circulavam dentro das normas legais de altura e largura, o que reforça a responsabilidade da concessionária quanto à manutenção da rede.

De acordo com as regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o limite geral de altura para veículos de carga é de 4,40 metros, com largura máxima de 2,60 metros. Em casos específicos, como caminhões cegonha, a altura pode chegar a 4,95 metros, desde que autorizada. Já o transporte com dimensões acima desses limites exige Autorização Especial de Trânsito (AET). No caso de veículos menores, como picapes, a carga não pode ultrapassar 50 centímetros acima da carroceria ou do suporte, conforme normas de amarração.

Moradores afirmam que os caminhões envolvidos estavam dentro desses padrões, indicando que o problema não está na circulação dos veículos, mas na falta de trabalho preventivo da Energisa, com fiação baixa e sem adequação à realidade do tráfego urbano. A situação causou danos à rede elétrica e de internet, os serviços mais afetados, gerando transtornos e riscos à população.

Um dos residentes encaminhou um vídeo à redação mostrando a situação na esquina de sua casa. Nas imagens, é possível ver cabos rompidos e pendurados, alguns passando por cercas elétricas, além de fios que aparentam ser de energia presos à estrutura da cerca. O morador questiona quem deve ser acionado para resolver o problema e alerta para o risco à segurança de quem circula pelo local.

A comunidade relata que diversos pedidos de solução já foram feitos à concessionária, sem resposta efetiva até o momento. O caso também levanta questionamentos sobre o cumprimento da Lei Complementar nº 484, sancionada em 7 de janeiro de 2026, que dispõe sobre a retirada de fios e cabos inutilizados dos postes localizados nas vias públicas do município de Cuiabá.

A assessoria de imprensa da empresa responsável pelo fornecimento de energia do Estado foi contatada e, até o momento, não houve retorno oficial sobre o ocorrido.

 

 

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