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Cuiabá tem terceira cesta básica mais cara do país

Cuiabá registrou, em março, a terceira cesta básica mais cara do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. O custo dos alimentos na capital chegou a comprometer mais da metade do salário mínimo líquido do trabalhador. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

No primeiro trimestre de 2026, o valor da cesta apresentou variação. Em janeiro, custava R$ 810,82, teve leve queda em fevereiro e voltou a subir em março, alcançando R$ 838,40 e recolocando a capital entre as três mais caras do país.

Com esse cenário, o trabalhador cuiabano precisou destinar cerca de 56% do salário líquido apenas para alimentação, o equivalente a quase 114 horas de trabalho no mês.

A alta foi intensificada em março pela elevação simultânea de 11 dos 13 itens da cesta básica, reduzindo a possibilidade de substituição por produtos mais baratos. Entre os principais aumentos estão tomate, feijão carioca e batata, enquanto óleo de soja, banana e açúcar tiveram leve recuo.

No cenário nacional, o aumento dos alimentos atinge todas as capitais, com a inflação avançando acima do poder de compra. Segundo o Dieese, o salário mínimo ideal para suprir as necessidades de uma família de quatro pessoas chegou a R$ 7.425,99 em março, valor equivalente a mais de quatro vezes o piso atual.

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