Mizael da Cruz Paniz foi morto a tiros na manhã desta segunda-feira (7), no bairro Parque Universitário, em Rondonópolis (MT). O homicídio, que ocorreu por volta das 11h, chocou a vizinhança pela violência: a vítima foi alvejada por múltiplos disparos de arma de fogo ainda no interior de sua própria residência.
De acordo com o registro oficial da Polícia Militar, peritos localizaram diversas cápsulas deflagradas espalhadas pelos cômodos da casa, evidenciando a brutalidade do ataque. Equipes da Polícia Civil e da Politec foram acionadas imediatamente para isolar o perímetro e dar início à coleta de vestígios que possam auxiliar na elucidação do crime. O cadáver foi removido ao Instituto Médico Legal (IML) da cidade, onde passará por exame necroscópico para determinar com precisão as circunstâncias das lesões.
As investigações iniciais já indicam um possível móvel ligado ao extenso histórico de infrações penais atribuído ao morto. Conforme consta nos boletins policiais, Mizael acumulava uma longa ficha criminal, com ocorrências que remontam a mais de uma década. Entre os registros, destacam-se múltiplas acusações por ameaça, injúria e lesão corporal, além de reiteradas anotações por perseguição e violação de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha — condutas que configuram o crime de stalking.
Os documentos oficiais também revelam passagens por apropriação indébita e estelionato, crimes contra o patrimônio, e infrações ambientais, como pesca ilegal e caça predatória. Em 2024, o homem já havia sido autuado por condução perigosa sob efeito de álcool e danos materiais em acidente de trânsito. Apenas no ano de 2023, são mais de meia dúzia de lançamentos criminais, evidenciando um padrão contínuo de confronto com a lei e comportamento agressivo.

