O empate em 0 a 0 entre Mixto e Cuiabá, neste domingo (18), no estádio Presidente Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha, terminou em confusão generalizada após o apito final. Um lance polêmico no fim da partida, envolvendo um possível gol do Mixto, gerou protestos da torcida e críticas à arbitragem.
Com o aumento da aglomeração, a Polícia Militar interveio utilizando spray de pimenta e bombas de efeito moral. Torcedores relataram que o gás atingiu famílias inteiras, incluindo mulheres e crianças. Centenas de pessoas passaram mal, algumas chegaram a desmaiar e precisaram de atendimento às pressas.
Durante a ação, o presidente do Mixto, Ítalo Freitas, e o presidente da SAF do clube, Dorileo Leal, também foram atingidos pelo gás. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram momentos de pânico, com torcedores passando mal, vomitando e com dificuldade para respirar.
O setorista Lucas Luna, do site Mixtonet, foi agredido com um golpe de cassetete enquanto registrava a atuação policial. A ação teria sido comandada pelo capitão da PM Ribeirão Melo. A quantidade de viaturas no entorno do estádio também chamou a atenção, com mais de 20 veículos posicionados principalmente na rua Joaquim Murtinho, próximo aos portões de saída.
Torcedores afirmam que pedidos de dirigentes do clube para acalmar a situação não foram atendidos. A torcida mixtense segue em protesto, repudiando a conduta da polícia e questionando a falta de diálogo durante a intervenção.
Até o momento, não houve posicionamento oficial do secretário de Segurança Pública, coronel Roveri, nem do comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, sobre a atuação no estádio.
VEJA AÇÃO POLICIAL CONTRA O SETORISTA DO MIXTO, LUCAS LUNA:
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