Investigações sobre um grupo econômico suspeito de fraude fiscal no setor de combustíveis em Mato Grosso apontaram a existência de uma estrutura societária com mais de 200 empresas registradas em diferentes CNPJs para ocultar patrimônio e dificultar a responsabilização por débitos tributários.
A apuração foi conduzida pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz) e pela Coordenadoria de Inteligência da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), com atuação integrada do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira-MT).
De acordo com as autoridades, a multiplicidade de empresas permitia fragmentar o patrimônio e dificultar o rastreamento de bens, além de mascarar a real composição do grupo econômico. A estratégia também criava obstáculos para a cobrança de dívidas relacionadas ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Com base em relatório de inteligência, a Vara Especializada de Execução Fiscal Estadual de Cuiabá determinou o bloqueio de cerca de R$ 197 milhões em bens ligados ao grupo investigado. A decisão prevê a indisponibilidade de bens de pessoas físicas e jurídicas, incluindo imóveis, veículos, aeronaves, direitos creditórios e outros ativos.
Segundo as autoridades, a medida busca evitar a dissipação de patrimônio e garantir a recuperação de créditos tributários enquanto as investigações e a execução fiscal seguem em andamento.

