Com o plantio dos cultivos de verão se aproximando, a corrida pelos recursos do Plano Safra 2026/27 já começou. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a agricultura empresarial já contratou R$ 28,2 bilhões em crédito rural em julho, primeiro mês do ciclo 2026/27. Do total, R$ 6,5 bilhões foram destinados ao custeio convencional e R$ 118,1 milhões a programas de investimento. As Cédulas de Produto Rural (CPRs) responderam por R$ 18,8 bilhões, ou 66,6% das operações contratadas no mês.
O cálculo deve considerar área plantada, custos de insumos, arrendamentos e compromissos financeiros já assumidos. A meta é evitar tanto a falta de crédito para financiar a produção quanto o excesso de empréstimos, que pode elevar o endividamento e comprometer a capacidade de pagamento.
O fluxo de caixa é uma ferramenta central nesse planejamento. Ele permite definir o valor necessário e alinhar o vencimento das parcelas à entrada de receita da safra. Para contratar o crédito, o produtor também deve manter em dia documentos como CAR, CCIR, certidões fiscais e ambientais e contratos de arrendamento.
Alternativas ao crédito oficial, como CPR e barter, podem complementar o financiamento, mas devem ser comparadas pelos valores, custos, prazos e garantias exigidas. O planejamento precisa incluir ainda a revisão e a calibração de plantadeiras, distribuidores de sementes e fertilizantes e outros equipamentos, reduzindo o risco de despesas inesperadas durante o plantio.

