Mato Grosso registrou, em 2025, a menor extensão territorial afetada por incêndios florestais dos últimos 40 anos, conforme o Relatório Anual do Fogo, divulgado nesta semana pelo MapBiomas. Ao longo do ano, foram registrados 1,6 milhão de hectares, volume 61% inferior à média anual de 4,1 milhões de hectares observada entre 1985 e 2025. Em comparação com 2024, a redução foi de aproximadamente 76%.
O resultado acompanha o fortalecimento das ações de prevenção, monitoramento, fiscalização e combate aos incêndios florestais e ao desmatamento ilegal, com ampliação dos investimentos, reforço da estrutura operacional e atuação integrada entre os órgãos estaduais. Entre 2019 e 2025, Mato Grosso destinou R$ 514,2 milhões para essas ações. Para 2026, estão previstos R$ 134 milhões em investimentos.
O planejamento operacional para o período de estiagem prevê a mobilização diária de 483 bombeiros militares e 105 brigadistas estaduais, além do apoio de brigadistas municipais. A estrutura contará com 80 viaturas, 28 máquinas, seis aeronaves do Grupamento de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM) e da Defesa Civil, um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e um veículo anfíbio SHERP.
O plano também contempla medidas preventivas, como a construção e a manutenção de aceiros em áreas estratégicas, com o objetivo de reduzir o risco de propagação do fogo e dar suporte às operações durante o período de estiagem.
Período proibitivo do uso do fogo
O Governo de Mato Grosso estabeleceu o período proibitivo para o uso do fogo em atividades de limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Durante esse período, o uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei.
Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados o Corpo de Bombeiros Militar, pelo telefone 193, ou à Polícia Militar, pelo telefone 190.

